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Fal Azevedo, dona do “Drops da Fal” blog que é diariamente atualizado por ela com opiniões pessoais, repletas de humor e melancolia, estréia na dramaturgia com a obra “Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite”. Dia 04 de novembro, terça-feira, às 19h30 no Teatro Juvenal Dias do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro). A entrada é franca e serão aceitas doações de livros para o projeto “Biblioteca Sempre Um Papo”.
O “Sempre Um Papo” é uma realização conjunta da Cemig, Jornal Estado de Minas e Usiminas e com o apoio cultural da Rádio Guarani e Fundação Clóvis Salgado. Mais informações: (31) 3261-1501 e www.sempreumpapo.com.br.
Construído de maneira não linear, alternando discursos diferentes, momentos distantes e vozes distintas, em seu livro, a escritora narra a história de Alma, uma pintora que ao revisar sua biografia, tem um acerto de contas com o passado na tentativa de escrever felicidade em seu futuro.
Cada capítulo da obra é intitulado com o nome de alguma comida, tempero ou bebida – “Doce de leite”, “Croquete”, “Manjericão”, “Suco de uva”. Paladares que marcam o gosto, na memória, de cada instante vivido com pessoas que forjaram sua história: pai; mãe; a irmã do meio, Violeta; o padrasto, Eliano; a meia-irmã, Ana Beatriz; os avós paternos, Estela e Juan; os maternos, Greta e Max; o ex-marido, Otávio; a única filha, Fernanda. A lembrança é um relicário de sensações muito reais; as cicatrizes são as provas cabais da experiência – “uma vida feita de pequenas omissões e minúsculos assassinatos”. A vida que só Alma sabe viver.
Verdadeiro soco no estômago, o livro de Fal Azevedo é uma grata surpresa na cena literária contemporânea, que emociona sem pieguices. As perdas dos entes mais queridos de Alma levam, invariavelmente, o leitor a reavaliar suas relações familiares e a pensar, com o coração apertadinho, em ligar para o pai, a mãe, os irmãos, os filhos, quem quer que lhe seja especial. Afinal, a morte, essa novidade indesejada, sempre nos pega de surpresa e rouba um pedaço da gente.
Fal Azevedo é paulista, escritora, tradutora, professora e blogueira. Tem dois livros publicados, “Crônicas de Quase Amor” e “O Nome da Cousa”. Na internet, ela organiza cursos, contribui regularmente para diversas publicações eletrônicas e responde a todos os comentários do Livro de Visitantes do Drops da Fal (www.dropsdafal.blogbrasil.com), onde também é uma requisitada intérprete online de novelas e CPIs, além de oferecer conselhos práticos com a mesma generosidade com que os recebe.
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