A quantas anda a biografia do Marcos Valério?
Na verdade, é um grande perfil do homem, que vai mostrar toja a trajetória dele. Estou terminando de escrever. O título será “O Operador – Como (e a mando de quem) Marcos Valério irrigou os cofres do PSDB e do PT”.
E quando o livro será lançado?
Em meados de julho.
O que vc revela sobre o Marcos Valério?
Muita coisa. Conto como foi infância dele, a adolescência e como ele se transformou de bancário a lobista de banqueiros. A principal revelação do livro são os nomes das pessoas que “inventaram” o Marcos Valério, ou seja, que bolaram todo o esquema de lavagem de dinheiro por meio da SMP&B.
Conte algum detalhe interessante da vida do Valério.
Ele sempre uma determinação nipônica. Pagou a universidade durante 17 anos, mas não conseguiu terminar o curso (engenharia mecânica) por causa das inúmeras atividades que tinha. Uma de suas maiores frustrações é não ter curso superior. Ele sempre mentiu, dizendo que era engenheiro.
A CPI vai terminar em pizza?
Já terminou. No final das contas, o Marcos Valério sairá como o grande vilão, mas ele foi só o operador do esquema. Os corruptos (ativos e passivos) estão todos livres. O esquema operado pelo Marcos Valério foi alimentado pelos corruptores que fazem isso há décadas. São bancos, grandes empresas e multinacionais. Contra esses, a CPI não teve coragem de mexer.
Vc vai dar os nomes desses corruptos?
Sim. Muitos deles estarão no livro.
Vc diz que o Marcos Valério irrigou os cofres do PSDB. O que o livro traz sobre isso?
Os tucanos mineiros, na verdade, “inventaram” o Marcos Valério um pouco antes da eleição de 1998. E continuaram usando seus serviços até 2004. Hoje posam de vestais, mas estão enrolados até o pescoço como “valerioduto tucano”. No livro, vou contar como o PSDB transformou um bancário pé-de-chulé num grande lavador de dinheiro. O Marcos Valério não seria capaz de criar tudo sozinho. Quando ele entrou no esquema, estava tudo pronto.
Pode dar mais detalhes?
Existe uma pessoa que é o elo entre a SMP&B e os dois bancos que faziam os empréstimos de fachada para Marcos Valério, o BMG e o Banco Rural. Era essa pessoa quem fazia as negociações. No livro, conto quem é.