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Arquivo de 03/2010

Série de DVDs Cultura Para a Educação chega à segunda edição

29/03/10

A Associação Cultural Sempre um Papo, por meio da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, está em fase de produção da série de DVDs Cultura Para a Educação II. O material reunirá os mais significativos bate-papos realizados com autores durante o ano de 2009. Serão cinco discos, que depois de editados por equipe pedagógica especializada, seguindo as normas do MEC, ficarão disponíveis para escolas da rede pública de ensino para trabalho em sala de aula. Entre os escritores que irão compor a série de DVDs estão Nilton Bonder, Içami Tiba, Leonardo Boff, Leda Nagle, José Eduardo Agualusa e Mia Couto, Ferreira Gullar, entre outros. “Esta é uma forma diferenciada da literatura chegar às escolas, uma oportunidade dos jovens terem um contato com o escritor e sua obra,” destaca Afonso Borges, idealizador do Sempre Um Papo.

Desde a sua primeira edição, em 2007, anualmente cerca de 1000 escolas e projetos sociais são beneficiados com o material.

Sempre um Papo no IG Cultura

24/03/10

A jornalista Mona Dorf, colunista do portal IG Cultura, esteve presente em BH na semana passada para acompanhar o “Sempre um Papo” com os economistas Ana Carla Fonseca e André Urani, que aconteceu dia 18 de março no Palácio das Artes. Mona conversou com Ana Carla sobre Cidades Criativas, tema da palestra apresentada por ela no evento, e disponibilizou em sua página um pequeno trecho da discussão. Afonso Borges foi também alvo da jornalista. Assista à entrevista e conheça um pouco mais sobre o nosso projeto!

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“Os Caminhos da Ficção” de Sérgio Sant’Anna

10/03/10

O escritor Sergio Sant’anna participa do Sempre Um Papo no dia 07 de abril, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. No encontro ele debate com o público sobre o tema “Os Caminhos da Ficção”. O autor já venceu por quatro vezes o prêmio Jabuti e publicou diversos livros, entre eles: O Vôo da Madrugada; O Concerto De João Gilberto No Rio De Janeiro; A Senhora Simpson e Um Crime Delicado que foi adaptado para o cinema por Beto Brant. Seus contos foram traduzidos e publicados em mais de dez países.

Confira o bate-papo do autor com a jornalista Jozane Faleiro, assessora de comunicação do Sempre Um Papo.

No Sempre Um Papo, você fará um paralelo entre ficção longa (romance), média (novela) e curta (conto). Qual é o elo entre estes gêneros e o que os diferencia além da extensão da história?

O conto é mais condensado e pode ter um parentesco com a poesia. A novela tem também essa condensação, mas se estende um pouco mais, aproximando-se um pouco do romance. O romance permite deter-se longamente com os personagens, além de permitir incluir os períodos históricos, estender mais no tempo e em cada ação e personagem.

Você diz que o conto é o que mais o atrai, por quê?
Justamente pela condensação, permite uma elaboração muito densa.

Mesclar a realidade com a ficção é um recurso bastante usado. Como você avalia este recurso?

Pode ser bem mesclado, com toda a liberdade. Eu mesmo mesclei no livro Concerto de João Gilberto, no qual eu uso bastante pessoas e fatos reais. No conto Invocações, que está no livro “O Vôo da Madrugada”, eu utilizo muitos fatos de minha memória e de minha família e também mesclo com a ficção.

Existe um roteiro a ser seguido para iniciar uma ficção?
Não. É uma coisa que tem que deixar aparecer na cabeça.

Em que o autor deve ficar atento ao iniciar uma ficção?
Em nada. Tem que relaxar e deixar fluir.

Qual é o personagem literário que mais te marcou?
Em minha imaginação de leitor o personagem mais marcante se chama Veno, do romance A Consciência de Veno, do sloveno Italo Svevo.

Qual o livro que foi fundamental em sua formação?
A obra de Monterio Lobato inteira foi importante na minha formação de leitor. Na minha literatura, Joao Miramar e Oswald de Andrade. Outro que não é tão antigo, é o livro chamado ‘Formas Breves’, de Ricardo Piglia. São ensaios sobre a ficção, que aprofundam e discutem de forma interassante as características da ficção.

Como é o seu processo de criação?
Deixo entrar a ideia bastante espontaneasmente e faço anotações e depois trabalho exaustivamente a ideia.

A literatura ficcional está cheia de cenas marcantes e autores. Você pode citar algum?
Imediatamene penso em dois autores: a personagem Adrian Leverkun na cena em que ele é possuído pelo demônio. No livro Dr Fausto, do autor Tomas Mann, ele é um músico que faz um pacto com o demônio para conseguir fazer uma composição revolucionária e inovadora. Outra cena é a da reunião literária no livro “Os Possessos” de Dostoievski.

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