É um programa para rádio sobre tudo que gira ao redor dos livros e dos autores, no Brasil e no mundo.
Veiculado na Guarani FM (96,5), em BH, às 11h15 e 18h30. Duração: um minuto e meio, num oferecimento da Patrimar Engenharia.

Arquivo de 05/2010

Nunca o cinema foi tão influenciado pela literatura II

11/05/10

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Como eu disse ontem, o cinema está cada vez mais usando a literatura. O filme “Alice”, mal foi lançado e já colocou Lewis Carrol, com o seu “Alice no País das Maravilhas”, no topo das listas dos mais vendidos. E vejam… este livro foi escrito em 1862.

E agora o bom Marcel Souto Maior retorna à lista com o seu “As Vidas de Chico Xavier”, base do filme que está encantando os brasileiros. E, de quebra, Marcel editou, pela Leya, grupo português dirigido por Pascoal Soto, o livro “Chico Xavier, a história do filme de Daniel Filho”. È o cinema usando, cada vez mais, os livros como matéria-prima. Bom para os escritores, melhor para os leitores/espectadores.

Nunca o cinema foi tão influenciado pela literatura I

10/05/10

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Nunca o cinema foi tão influenciado pela literatura. Analisando os livros mais vendidos no País, tirei alguma conclusões. Veja só – com 4 livros na lista dos mais vendidos, o mundo imaginário de J.R.R. Tolkien fez milhões com “O Senhor dos Anéis”. Uma curiosidade: “O Hobbit” foi escrito em 1934. E a Editora Martins Fontes desmembrou as histórias e vem publicando “Senhor dos Anéis I, II.. e por aí vai..

Os dilemas depressivos dos vampiros que sofrem ao morder pescoços colocaram o livros de Stephenie Meyer nas telas do mundo inteiro, com “Lua Nova” e “Crepúsculo”. E vem mais livros, aguardem. Dan Brown, depois da explosão de “Código da Vinci” e “Anjos e Demônios”, emplacou “O Símbolo Perdido” que foi lançado pela Sextante com uma tiragem inicial pequenininha: 400 mil exemplares. Amanhã eu falo mais disso.

Haroldo de Campos

7/05/10

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Há uns dez anos atrás, fui lançar em Ouro Preto o poema-plaquete “Finismundo’ do poeta e tradutor Haroldo de Campos, um dos criadores da poesia concreta. Conosco, no carro, hiper apertados, um casal amigo, Carlinhos e Eleonora. Tava em plena Guerra do Golfo e nós fomos fazendo piadinhas com o Alá, o Deus islâmico. Descobrimos que não foi uma boa idéia.
O carro estragou nos primeiros trinta quilômetros. Levamos na brincadeira. Veio um táxi de Congonhas, nos pegou e continuamos a viagem. Ao chegar em Cachoeira do Campo, o táxi parou e o motorista falou aquela frase horrível : “Está pegando fogo !!!”
Bem, saiu todo mundo correndo e quando paramos, há uns trezentos metros do carro… Quéde o Haroldo??? Como ele era muito corpulento, não conseguiu sair! Bem, volta aqui o herói, com o carro todo cheio de fumaça, tira o Haroldo do carro.
Resumo: em absoluto silêncio, pegamos outro táxi e chegamos, finalmente, a Ouro Preto. Pois não é que quando o táxi parou, o freio de mão não funcionou e descemos mais uns três metros, ladeira abaixo?
Bem, ficou uma lição: nunca brinque com o Deus dos outros. Ainda mais quando o título do livro a ser lançado é “Finismundo”…

Indiana Jones e o Eldorado Amazônico

6/05/10

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Pois não é que personagem Indiana Jones, interpretado por Harrison Ford, tem a ver com a Amazônia? Vou explicar: Indiana Jones foi inspirado na história de vida do explorador inglês Percy Harrison Fawcett que, por volta de 1920 embrenhou-se na Floresta Amazônica com seu filho e nunca mais foi visto.
O “Coronel”, como era chamado, foi um dos últimos grandes exploradores que se tem notícia. Reza a lenda que o Norte do País escondia os restos de uma civilização antiga, chamada Eldorado. Temos aí 3 livros sobre o assunto: “O Enigma do Coronel Fawcett”, de Hermes Leal, “Z: A Cidade Perdida”, de David Grann e o infantojuvenil (sem hífen) “A Cidade Perdida”, de Luis Galdino. Para os que gostam de aventura com sabor de realidade, uma ótima pedida.

Giffoni e seu novo livro, “O Fascínio do Nada”

4/05/10

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Bem, já que o assunto é Luis Giffoni, ficou pronto ontem o seu mais novo trabalho. Chama-se “O Fascínio do Nada”. É um livro de ensaios. Nele, Giffoni faz um levantamento da vida no século vinte e um, confrontando manipulações e mentiras. Segudno o autor, o tema é simples – O fascínio do nada vem da redução a nada da dimensão cosmológica do ser humano diante da expansão do Universo. Ao mesmo tempo, trazendo o fascínio diante do infinito. No último ensaio, ele trata da evolução da hegemonia dos Estados Unidos. Como exemplo, cita a dicotomia – a imprensa divulga que 4535 soldados americanos morreram. Mas vocês sabem quantos civis iraquianos foram massacrados? Um milhão. Três mil civis para cada soldado ianque morto. O Fascínio do Nada será lançado na Bienal Minas de Literatura, agora em junho.

A extraordinária trajetória de Luis Giffoni

4/05/10

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Luis Giffoni continua a alinhavar uma trajetória impressionante, completamente à margem das grandes editoras e do chamado mercado. Vejam só, no início de junho vai acontecer, em Atlanta, no Estados Unidos, um grande evento voltado para a venda de livros e roteiros cinematográficos, organizado por agentes literários.
Pois não é que o nosso Luis Giffoni estará lá, a convite da organização, para uma palestra sobre a situação do livro no Brasil e o futuro global? Este é um bom e importante sinal, vindo do poderoso mercado de entretenimento americano. Vão estar presentes produtores de Hollywood, entre eles, Ken Atchity , que produziu dezenas de filmes. Boa viagem, Giffoni. Que você volte com contratos assinados na mala.

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