Arquivo de 06/2010
25/06/10
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Você já parou para pensar como as formigas se guiam até ao formigueiro? Ou de onde vem a expressão “estou com a palavra na ponta da língua”? Ou sabe desde quando, nós, os humanos, usamos roupas? Estas e mais de 100 descobertas do mundo científico foram trabalhadas em crônicas literárias bem-humoradas e estão no livro “A longa marcha dos grilos canibais”, do biólogo Fernando Reinach, lançado pela Companhia das Letras. Indico esta divertida leitura que não deixa a dúvida de que ciência é para todos. A propósito, os grilos canibais Anabrus formam densas colunas de até dez quilômetros, avançando dois quilômetros por dia e são palco de cruéis cenas de canibalismo. Para não serem devorados, os grilos migratórios constantemente dão coices em quem vem atrás e, se pararem, são comidos pelo próprios colegas.
25/06/10
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Lya Luft acaba de finalizar mais um livro. Em “Múltipla Escolha”, ela fala sobre os mitos. Mitos que desde sempre nós, os homens, acreditamos, com o objetivo de desvendar nossa própria existência. Ou seja, mitos que criamos para explicar o que não podemos entender, como o nascimento e a morte, o desejo da eternidade, nossos impulsos secretos e por aí vai. Filosoficamente, Lya fala, por exemplo, das nossas frustrações e a dificuldade que a sociedade moderna tem de enfrentá-las de frente. Eu falei de “Múltipla Escolha”, novo livro de Lya Luft, editado pela Record. Uma interessante reflexão sobre nossos mitos do dia a dia.
25/06/10
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Mais uma importante obra marca as homenagens pelo centenário de nascimento de Chico Xavier. A editora Vinha de Luz acaba de lançar “O Primeiro Livro” do médium, com belíssima organização do amigo de Chico, Geraldo Lemos Neto e de seu sobrinho-neto, Sérgio Luiz Ferreira Gonçalves. O material traz os primeiros escritos de Francisco Cândido Xavier, com reprodução dos textos redigidos a partir de 1928. São mais de 100 manuscritos inéditos. Uma das raridades apresentadas no livro é a primeira mensagem psicografada por Chico – e assinada por “João” que todos acreditam ser de João Batista. Só agora a referida mensagem é revelada, apesar de ter sido guardada e conservada pelo próprio médium ao longo de sua vida. E com muita dificuldade, já que o pai, a princípio, não aceitava a mediunidade do filho e queimava o que ele escrevia. A obra uma oportunidade de conhecer textos assinados pelo próprio Chico.
25/06/10
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O poeta mato-grossense, radicado em Brasília, Nicolas Behr lançou recentemente o livro “O Bagaço da Laranja”, pela Teixeira Gráfica Editora. O livro reúne alguns poemas escritos entre 1977 e 2007. Ele mesmo afirma que a obra contém textos escritos em sua fase ‘punk- decadente’, de 1979, época em que ele mimeografada seus próprios livros e os vendia na rua. Trata-se da poesia de um homem que se pensa, que se busca e estabelece uma interlocução permanente e desesperada com o espaço imediato e contíguo à cidade. Aqui, Brasília, que ele cita em alguns poemas, como neste homônimo, no trecho: “sem crachá, não entra. Sem carimbo, não entra. Sem puxar o saco, não entra. Sem este poema, não entra”. Eu falei de “O Bagaço da Laranja”, do poeta quase maldito, Nicolas Behr.
25/06/10
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A relação entre o homem e a mulher é o ponto de partida para inúmeros romances e publicações literárias. No livro Damas de Ouro e Valetes Espada – Crônicas do Trabalho, quatro damas, incluindo a mineira Vivina de Assis Viana, Denise Ribeiro, Maria Balé e Marilena Montanari, dividem as páginas com quatro valetes, o premiado escritor Antonio Barreto, Leonel Prata, Sérgio Antunes, e Nagao. O título da obra é uma brincadeira do organizador Leonel Prata, que chamou mais oito ilustradores, metade feminina e metade masculina, formando um verdadeiro baralho. O diferencial do livro ficou por conta dos diversos estilos apresentados, tanto nos textos como nos desenhos. Uma edição da Guarnieri Editoria. Agora, é só embaralhar e jogar!
21/06/10
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Você tem um neném novo? Você é daqueles que manda todo mundo ficar em silêncio, para que ele possa dormir em paz?? Faça isso não. De dia, quando ele estiver acordado, faça uma experiência – leia um livro pra ele. Como se você estivesse lendo para você mesmo. E, de noite, na hora que ele estiver pra dormir, faça uma coisa diferente: leia um outro livro pra ele – ou ela. É que o neném tem dois sentidos aguçadíssimos: o olfato e a audição. E esta experiência servirá para ele vivenciar outra, que é a memória da sua voz, antes no útero. Leia para o seu neném. Ele não vai se lembrar. Mas também não vai se esquecer.
18/06/10
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Eu tenho várias histórias com José Saramago. Mas a mais divertida foi esta: Na primeira vez que eu o trouxe a Belo Horizonte, fui buscá-lo no aeroporto. Quando ele entrou no carro, e sentou-se do meu lado, tocou meu celular. Eu tinha um auricular, aquele fone de ouvido que tem microfone. Eu atendi, e era um amigo dele, de Portugal, precisando falar com urgência. Eu estava dirigindo, e falei: – José, é para você. E entreguei o fone de ouvido. – Ele disse: mas como me acharam aqui? Eu acabei de chegar!! – Eu falei, num sei, coloca no ouvido e fala… – Ele terminou a ligação, me entregou o fone de ouvido e perguntou: – Mas como? É milagre? – Milagre, não – satélite – respondi. E ele respondeu: – Mas deveria ser ! Eu perguntei: por que? – Ele respondeu: – Porque se pudéssemos fazer este, faríamos outros…
13/06/10
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Acabo de ler, ainda no computador, “O Paciente”, o novo livro do historiador Luis Mir, que vai fundo em uma das maiores polêmicas do meio médico do século passado no Brasil: a morte de Tancredo Neves, às vésperas de tomar posse como presidente do Brasil.
Olha, gente, o livro é interessantíssimo: baseado exclusivamente nos prontuários dos hospitais e declarações dos médicos envolvidos, revela os bastidores do caso clínico que abalou a reputação da medicina brasileira.
As mentiras, as discordâncias entre os médicos, as sequências de quebras de conduta, os equívocos clínicos, procedimentos inadequados, olha… está tudo ali, reproduzido, com fac-símiles dos documentos, sem carga interpretativa ou opinativa. O caso Tancredo Neves, passados vinte e cinco anos, agora é história. E com uma curiosidade: a data que o livro termina. Mas isso vocês vão ter que ler, para saber.
Em breve, nas livrarias, “O Paciente”, do historiador Luis Mir.
11/06/10
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Hoje é um dia importantíssimo: é a véspera do dia dos namorados. Você tem tempo para ir a uma livraria, escolher com cuidado e amor o livro perfeito para o momento que você vive com sua namorada ou namorado. A livraria é um jardim especial – colha a flor perfeita, eleita para dizer o que faltam as palavras faladas. Um bom romance, um livro de culinária, de aventura, de cuidados médicos, seja o que for – desde que seja para o seu amor. O livro tem este alcance, este poder – de chegar na alma das pessoas. Eu prefiro os livros de poema. De Vinícius de Moraes a Pablo Neruda, não importa. Para mim, uma data mais que especial – no dia dos namorados, comemoro doze anos de casamento com Tatyana que me deu de presente, há exatos 30 dias, a Manuela. Até amanhã, dia 12 de junho, um dia feliz para todos.
10/06/10
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Procurando um jeito de falar sobre o curioso livro “Cuidado – Seu Príncipe Pode ser uma Cinderela”, que tem um subtítulo que diz tudo (ou quase tudo) – Guia Prático para identificar um gay no armário. Escrito pelas jornalistas Ticiana Azevedo e Consuelo Dieguez, é um bem humorado guia para tratar de um assunto bem sério do mundo moderno: o homossexualismo enrustido. Elas inventaram dez peneiras para facilitar a identificação de um gay no armário. As peneiras, claro, são divertidíssimas mas encondem casos reais e, sinceramente, não sei se ajuda ou folcloriza um tema tão difícil de tratar. Afinal, o preconceito é um fato, as mentiras fazem parte destes relacionamentos mal resolvidos e a piada, na maioria das vezes, é sem graça. Eu falei do livro “Cuidado – Seu Príncipe Pode ser Uma Cinderela”.
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