Arquivo de 07/2010
30/07/10
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A Teoria do Big Bang, na qual uma grande explosão, há alguns bilhões de anos, teria dado origem a tudo que existe é a descrição mais aceita sobre a criação do Universo. Mas até hoje não foi comprovada, assim como tantas outras. Nadando contra esta corrente, o astrônomo e cosmólogo brasileiro Mário Novello escreveu o livro “Do Big Band ao Universo Eterno”, editado pela Zahar. Ele constrói uma argumentação polêmica – que os cientistas produziram uma teoria da criação equivalente aos mitos religiosos. E defende a Teoria do Universo dinâmico, que é mais inteligente e plausível, ou seja, a origem do universo não teria um começo determinado no tempo. Afinal, o conceito de tempo é abstrato e tremendamente duvidoso. Eu falei sobre o novo livro do astrônomo Mario Novelo, chamado “Do Big Band ao Universo Eterno”.
29/07/10
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Escrever para criança é um desafio. Para adolescentes, então, é bem mais difícil. Mas a Thalita Rebouças encontrou o tom. Criativa e corajosa, ela tem hoje uma coleção com utilizando o bordão “Fala Sério”. São quase quatrocentos mil exemplares de títulos como “Fala Sério, Mãe”, “Fala Sério, Professor”, Amiga e Amor. Agora, ela já esgotou o seu mais recente, “Fala Sério, Pai”. Ela consegue entrar no mundo do jovem com histórias que lhe são comuns, familiares, do seu cotidiano. E sem prejuízo da qualidade. Seu texto é bom, simples. Thalita Rebouças ocupa hoje um lugar de destaque na maior lacuna que os educadores têm para fazer gostar de ler: a literatura para jovens. Vida longa para Thalita e suas divertidas histórias. Todos os seus livros são editados pela Rocco.
28/07/10
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Um avião caiu nos alpes italianos, mais exatamente no romântico Mont Blanc, há sessenta anos. Uns estudantes encontraram um pacote com correspondências que desceram quase três quilômetros monte abaixo graças ao aquecimento global e os movimentos glaciais. Cartas escritas a mais de meio século vão finalmente, chegar aos familiares vivos dos seus destinatários. Vejam a força misteriosa das cartas: o avião nunca foi localizado. Muitos menos os passageiros e tripulantes. Mas, entre os destroços, cartas que comprovam a perenidade do papel. O que mais o efeito estufa nos reserva? Imaginem se a Cordilheira dos Andes descongelar?
23/07/10
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Amigos, façam uma lista de livros neste segundo semestre. Tempo de leitura todos terão – vejam só: de setembro a dezembro, contabilizei oito – vou repetir – oito feriados. E longos! Sete de setembro cai na terça. Portanto, segunda-feira enforcada. O mesmo acontece em doze de outubro, que cai na terça. Esta semana, só dois de trabalho, porque quinze de outubro, sexta-feira é dia do Professor – crianças em casa, sem aula. E agora, o melhor: dia 28, quinta, é dia do Funcionário Público. Sexta-feira, de leitura, em casa. Acontece que o sábado e domingo antecedem a segunda-feira, primeiro de novembro, dia de Todos os Santos e o Finados, terça-feira. Ou seja, leitura de quinta a quarta-feira, em outubro. Em novembro, só o dia 15, Proclamação da República, na segunda, garantindo outro feriado prolongado, cheio de livros, é claro. E para cortar a semana no meio, dia oito de dezembro, quarta-feira, Imaculada Conceição, aniversário de Belo Horizonte. Oito feriados em quatro meses. Um Brasil leitor começa assim: leiam livros nos feriados. Concordam??
21/07/10
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O jornalista e escritor brasileiro FERNANDO MORAIS foi sequestrado em Miami, Flórida, por agentes cubanos infiltrados na máfia anti-castrista. O corpo, a mente e principalmente, o talento do autor de “Olga”, “Chatô” e “O Mago” foram roubados por uma sensacional história de espionagem norte-americana. O resgate a ser pago pela Editora Companhia das Letras é o livro OS ÚLTIMOS SOLDADOS DA GUERRA FRIA. O livro conta a história real de cinco agentes que Cuba infiltrou em organizações de extrema-direita da Flórida. E que foram presos e condenados a penas que variam de vinte e cinco anos e prisão perpétua pela Justiça americana. Em breve, nas livrarias, o fantástico resultado deste sequestro literário internacional, que envolve o escritor e jornalista mineiro FERNANDO MORAIS.
21/07/10
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Vejam como são as coisas… o maior portal de livros do mundo, a Amazon.com apressou-se a divulgar o que ela intitula de o dia histórico para o livro digital. Isso porque nos últimos três meses a venda de livros digitais superou a venda dos livros de capa dura. Ora, ora, ora… todo mundo sabe que os livros de capa dura sempre venderam menos. E todo mundo sabe que a Amazon.com é dona do Kindle, o leitor de livros digitais. A fúria da indústria para viabilizar o e-book vai ainda nos trazer notícias enviezadas como esta. Por enquanto, e sempre, eu fico com o bom livro cheio de papel e letra. Além de tudo, é wireless, ou seja, você o leva para qualquer lugar, não acaba a bateria e não faz mal pra vista. Não é?
15/07/10
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O genial Laurentino Gomes está para colocar o ponto final em seu mais novo trabalho:
a Independência do Brasil. Na obra, ele vai mostrar que país era este que a corte de D. João deixou para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vai narrar a verdadeira história do famigerado grito “Independênciao ou Morte”, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo. Vai contar as enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831 e sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono. Termina em 1834, quando D. Pedro morre no mesmo quarto em que nasceu, no Palácio Real de Queluz, em Lisboa.
O Laurentino é danado. Pegou um tema mais que batido e fez o sucesso “1808”. Agora, ataca o tema mais que conhecido e tenho certeza que vai recontar a nossa história de uma forma gostosa e palatável. Que setembro chegue, urgente, com o novo livro de Laurentino Gomes, sobre a Independência do Brasil.
14/07/10
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Para comemorar os dois anos do Mondolivro, aqui na Guarani, nada melhor que uma notícia em primeira mão: o médico escritor Drauzio Varella manda para as livrarias, em agosto, o livro “A Teoria das Janelas Quebradas”, uma seleção de crônicas publicadas ao longo de dez anos. O livro traz histórias engraçadas de adultério, reflexões sobre o crime, temas atuais de ciência e medicina, até questões sociais, sempre abordadas pelo autor com seu olhar atento para os dramas humanos.
Mas nem sempre Drauzio Varella é ameno. Endurece quando fala da indústria do cigarro, das falsas crenças, como a de que a força do pensamento cura ou provoca doenças, a necessidade de suplementos de vitaminas, ou ainda que a dor purifica. Anotem, para agosto, o novo livro de Drauzio Varella, publicado pela Companhia das Letras, que tem o curioso título “A Teoria das Janelas Quebradas”.
13/07/10
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Tempo de férias. Uma beleza. O que fazer com a criançada?? Fiquem de olho na agenda teatral, tem muita coisa boa chegando, em especial, no final de julho, “Peter Pan”, no Palácio das Artes. Tem um amigo meu que diz que trabalha tanto, mas tanto, que só consegue educar os filhos nas férias. Portanto, comece comprando bons livros – e aqui, duas sugestões – o único livro infantil de José Saramago, que conta a estória de um menino que faz nascer “A Maior Flor do Mundo”. E um dos muitos livros de Bartolomeu Campos Queirós – chama “Sei Por Ouvir Dizer” e fala de uma senhora que tem três idades e usa três curiosos pares de óculos. Um garoto encontra os óculos, usa-os e descobre os mundos da fantasia e da realidade. Nas férias, para as crianças, Saramago e Bartolomeu.
10/07/10
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Boa, genial a idéia da Ari Roitman e Dau Bastos, da editora Garamond, em fazer um livro definitivo sobre a obra do mais importante crítico literário vivo: Luiz Costa Lima. O livro se chama “Uma Obra em Questão” e é estruturado da seguinte forma – são quatrocentos e dezesseis páginas de perguntas e respostas sobre aspectos relevantes da literatura brasileira e mundial. Perguntas feitas por estudiosos como Italo Moriconi, João Adolfo Hansen, Ana Lúcia de Oliveira, Marilia Librandi Rocha e Sérgio Alcides, este daqui da UFMG. Vejam só – Luiz Costa Lima lançou seu primeiro livro em 1966. Sob o seu olhar cuidadoso e reflexivo, passaram quase todos os grandes autores brasileiros. Uma jóia este “Luis Costa Lima: Uma Obra em Questão”. Em agosto, nas boas livrarias do ramo.
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