No dia vinte e dois de dezembro de oitenta e oito, o sindicalista Chico Mendes foi assassinado, na porta de sua casa, em Xapuri, no Acre.
Neste dezembro, portanto, completam-se vinte anos de sua morte. Passado todo este tempo, eu acho que eu posso contar uma história: a testemunha principal do caso, Genésio Ferreira da Silva, na época com quatorze anos, ficou escondido seis meses no meu apartamento, ali na Serra, a pedido do jornalista Zuenir Ventura.
Quando o Zuenir ficou sabendo que o Genésio ia ser assassinado, ele pediu a guarda provisória do menino, e o levou pro Rio de Janeiro. Este gesto corajoso e humanitário do Zuenir foi decisivo na condenação dos assassinos Darli e Darci Alves.
Leiam o livro “Chico Mendes – Crime e Castigo”, editado pela Companhia das Letras, escrito por Zuenir Ventura e entendam o que aconteceu, de verdade.
Nunca esqueçam de Chico Mendes e o que ele representa para a história do Brasil. Mesmos passados vinte anos de seu covarde assassinato.