Amyr Klink e o Caravan

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Amyr Klink tinha voltado da invernagem Antártida. Eu liguei pra ele e convidei para vir a Beagá. Gentilmente, ele recusou, dizendo que ainda teria que escrever o livro. Eu insisti e ele veio, só para falar do assunto. Eu fui buscá-lo no aeroporto. Ao sair, uma fã veio correndo, pulou em cima dele e encheu ele de beijos. Eu dei um passo atrás e sinalizei que esperava ele no hotel. Ele disse que ia com a moça. Tudo bem. Cheguei lá, e nada… Uma hora, duas horas depois, ele chegou. Eu não perguntei nada… Somente imaginei o que o tinha acontecido. No final daquele ano, ele voltou, para lançar o livro. Eu fui, novamente, buscá-lo no aeroporto, imaginando que a história ia se repetir. Mas não… Nada de fã, ninguém nem notou a presença dele. Entramos no meu carro, um Gol dupla carburação a alcool… E, quando fiz a primeira curva, o escapamento deu tiro. Pufff… O Amyr grudou no banco, disse não… De novo, não… Aí ele me contou, o que aconteceu, no início do ano. Ele saiu do estacionamento de confins, num Caravan da moça … Que na verdade, era uma amiga antiga. O carro acabou a gasolina e ele teve que empurrar o Caravan mais de quatro quilômetros, até chegar a um posto… Ele me disse que nunca mais viu a moça… É claro, né?